Última atualização: 09/06/2026 às 17:27:00
O que você faria se fosse vítima de assédio sexual, no ambiente de trabalho? Ou como agiria se algum(a) colega lhe relatasse um episódio como esse? Preocupada com o crescente número de casos de assédios e violências no país, a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação (CPAMAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 promoveu, nos dias 08 e 09 de junho, o curso virtual “Assédio: Prevenção e Enfrentamento no Âmbito do Poder Judiciário”.
Voltado a magistrados e magistradas, membros das comissões de prevenção ao assédio e à discriminação e gestores(as) da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), a capacitação também nasce como uma resposta institucional aos resultados da Pesquisa Nacional de Clima Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho 2025, promovida pelo Conselho da Justiça Federal, em âmbito nacional.
Além disso, está em consonância com a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário.
Cerca de 50 pessoas participaram da iniciativa, ministrada pela psicóloga Vilma Cabral, servidora da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), cujo objetivo foi desenvolver competências específicas para o acolhimento empático de vítimas de assédio moral, sexual, discriminação e outros eventos causadores de sofrimento, bem como a escuta reflexiva.
Para Vilma, a escolha dessa temática evidencia a responsabilidade institucional e o cuidado ético da CPAMAS do TRF5 com os impactos psicológicos do assédio sexual. “Qualificar pessoas para uma escuta acolhedora e não revitimizadora contribui para a redução do sofrimento emocional das vítimas, diminui o risco de adoecimento mental e representa um passo importante na construção de uma rede de acolhedores em toda a 5ª Região”, avaliou.
De acordo com Max Wallace, servidor da Justiça Federal em Pernambuco e participante do curso, a experiência foi tão positiva que deveria integrar planos anuais de capacitação. “Muito importante fazer trocas e partilhas para consolidar redes de apoio a vítimas de assédio e discriminação. Engrandece o trabalho e contribui para tornar o ambiente institucional mais saudável e amigável”.