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  • Servidoras da JF5 participam de formação em lideranças femininas
    Última atualização: 29/04/2026 às 19:54:00



    Servidoras ocupantes de cargos de liderança do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e das Seções Judiciárias vinculadas participaram da Formação em Lideranças Femininas (FLIF), entre os dias 27 e 29 de abril. Durante três dias, mais do que técnicas e ferramentas de gestão, as 25 participantes do curso foram apresentadas a temas como história da mulher no mercado de trabalho, comunicação de alto impacto, neurociência, saúde mental e aspectos da psique feminina. Assuntos como síndrome da impostora, autossabotagem e a chamada “síndrome da mulher maravilha” também foram abordados.  

    Não só: a formação foi um convite para que cada uma mergulhasse em suas trajetórias pessoal e profissional e nos desafios encontrados no caminho, como organizações e normas que limitam e invisibilizam a atuação das mulheres; estereótipos e violência de gênero; e conciliação do trabalho com as dimensões familiar, pessoal e do autocuidado.  

    Uma das participantes do curso foi Viviane Cruz, diretora da 12ª Vara da Justiça Federal em Alagoas (JFAL). Para ela, foi um privilégio representar a JFAL nesta edição do FLIF. “Retorno (para a JFAL) com muita vontade de compartilhar as ferramentas e conteúdos para apoiar outras servidoras a ocupar funções de liderança, superando os desafios da carreira com mais leveza e confiança, reforçando a premissa de que um ambiente de trabalho inclusivo e igualitário é possível”, comemorou.  

    Fernanda D’Oliveira, lotada no Gabinete do desembargador federal Manoel Erhardt, considerou a formação de fundamental importância para o reconhecimento da força e da capacidade das mulheres no papel de líder. “Foi também um momento de trocas valiosas, de aquisição de novos conhecimentos e de experiências compartilhadas, que reforçou a potência das mulheres em todos os papéis que elas desempenham ao longo da vida”. 

    Já Anamaria Araújo, lotada na Diretoria de Tecnologia da Informação, disse que o curso foi a porta de entrada para uma nova jornada para as mulheres.  “Vivemos experiências de autoconhecimento e sensibilidade, trazendo reflexões que fortalecem o papel da mulher nas organizações. Saímos daqui (da sala de aula) com perspectivas renovadas para liderar equipes com mais propósito e consciência. Sinto-me grata pela oportunidade de ter participado desta turma especial”. 

    A capacitação contou, ainda, com a participação especial da vice-presidente do TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, que, logo no primeiro dia, compartilhou os seus desafios e as suas experiências como magistrada. Em uma roda de conversa, ela falou sobre equilíbrio entre carreira e vida pessoal: mulher, magistrada, filha, esposa e mãe de dois filhos e uma filha (Alice). Carolina também relatou como concilia tantos papéis sociais com autocuidado.  

    O curso 

    A Formação em Lideranças Femininas é um curso que nasceu na Justiça Federal no Ceará (JFCE). Idealizado pela desembargadora federal Gisele Sampaio, quando estava à frente da direção do Foro da JFCE, o projeto ganhou o Prêmio Margarida, em 2024, na categoria “Boas práticas de equidade de gênero no Poder Judiciário”, e já foi reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

    A magistrada divide a autoria do projeto com Raquel Rolim, sua assessora e ex-diretora da Secretaria Administrativa da JFCE. Cabe a Katiúscia de Azevedo e Úrsula Gomes, psicólogas e servidoras da JFCE, serem as facilitadoras do curso – que busca, em primeira instância, fortalecer a confiança, a autonomia e o desenvolvimento profissional e pessoal de servidoras. 

    No último dia da capacitação (hoje, 29), Sampaio também fez uma participação especial. “Sabemos dos inúmeros desafios que nós enfrentamos. O primeiro é enxergar o nosso próprio valor. Pela nossa cultura e pelas nossas formações, nós somos talhadas, desde pequenas, ao apequenamento, ao apagamento; nosso papel é sempre secundário, nunca de protagonismo”, apontou. “Nossa ideia foi, portanto, jogar luz sobre tudo isso, para que nós tivéssemos as ferramentas necessárias para ocupar um lugar, mas sem nos amoldar a um padrão de caber na caixinha daquilo que nos foi imposto e, sim, reconhecendo a nossa inteireza. E aprendi, ao longo de anos, que há uma força imensa em mulheres que se unem para se apoiar, em rede”, assegurou a magistrada.  

    Atualmente, o projeto está em fase de expansão, com articulações para sua implementação em outros órgãos públicos.  

     

     


    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5





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    Divisão de Comunicação Social

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